BD7Y0683Empate caseiro frente a uma das melhores equipas do campeonato até deixou boas impressões, mas avenses continuam no fundo da tabela.

Por: Paulo R. Silva – Fotos: Vasco Oliveira

Um resultado enganador tendo em conta o que se passou dentro das quatro linhas. Apesar do nulo, as duas formações, ligadas pelo rio que as atravessa e lhes dá nome, proporcionaram um bom espetáculo de futebol, sobretudo no segundo tempo.

O Rio Ave, fiel a si mesmo, controlou a bola desde o primeiro minuto e logo a abrir criou muito perigo para a baliza de Quim. Francisco Geraldes e Guedes foram duas dores de cabeça constantes para a defesa avense sobretudo nos vinte minutos iniciais, marco após o qual Ricardo Soares ajustou as marcações aos centrocampistas adversários e equilibrou as operações. O Aves continuava a ter menos bola, mas sentia-se que era uma opção estratégica, saindo com passes longos em profundidade a partir do momento em que recuperava a bola.

As oportunidades claras de golo foram escassas para ambos os lados. Baldé com uma das suas incursões pelo lado direito criou perigo ao minuto 39’, antes já Paulo Machado tinha apavorado a defesa vila-condense no seguimento de um atraso mal medido de Pelé, mas Cássio resolveu. Ao cair do pano da primeira parte, Paulo Machado na cobrança de um livre direto envia a bola às malhas laterais.

A etapa complementar recomeçou com a mesmo toada: Rio Ave em controlo da posse de bola, CD Aves a encurtar espaços e a tentar sair de imediato para o contra golpe. E foi exatamente na sequência de uma dessas situações que os anfitriões estiveram perto do golo à passagem do minuto 54’. Lançado por Vítor Gomes, Arango surge em velocidade pelo lado esquerdo do ataque, flete para a zona central já dentro da grande área e obriga Cássio a uma defesa incompleta a que Salvador Agra não consegue emendar. De seguida é novamente Baldé a aparecer de rompante na grande área verde e branca, mas o remate não causa dificuldades a Cássio.

O Desportivo estava na sua melhor fase da partida. Vítor Gomes comandava o meio-campo com a precisão milimétrica do seu passe. Paulo Machado e Washington muito competitivos nas coberturas no miolo; Rodrigo Soares, o lateral que trespassou para o lado esquerdo, teve pulmão para dar e vender. Ao minuto 68’, precisamente Rodrigo e Vítor Gomes combinaram para oferecer o golo a Derley que atirou ao poste.

À passagem dos vinte minutos da segunda parte Ricardo Soares substituiu Arango e colocou em campo Amilton para explorar o espaço nas costas da defesa dos visitantes e o rápido ala brasileiro correspondeu aos pedidos do seu treinador, pois foi uma constante seta apontada, mesmo que nem sempre o mais esclarecido. Aos 85’ minutos dispôs mesmo de uma das melhores oportunidades do encontro, quando se escapou pela meia esquerda do ataque avense, despachou o adversário e rematou ao lado.

Com as múltiplas substituições, o encontro foi perdendo intensidade dentro de campo e mais intenso fora dele, com os dois bancos muito esquentados. A partida chegou ao fim com um nulo que acaba por penalizar os dois conjuntos. O Rio Ave pelo domínio sobretudo no primeiro tempo e o Desportivo das Aves pelas várias ocasiões criadas na segunda parte.

Melhor em Campo

Vítor Gomes – o jogador que melhor percebeu o encontro. Colocou em campo toda a sua qualidade técnica e foi taticamente irrepreensível durante os 87’ minutos que esteve em jogo. Foi o homem pelo qual todo o jogo do CD Aves passou e, finalmente, mostrou toda a sua classe.

Treinadores

Miguel Cardoso: “Rio Ave teve uma atitude fantástica contra uma equipa que permanentemente se posicionou atrás da linha da bola. Exibimos um amplo conjunto de recursos contra uma equipa que se organiza muito bem. Não estou satisfeito com o resultado, mas valorizo a forma como a equipa interpretou o jogo e a permanente procura do golo.

Ricardo Soares: “Empate soube claramente a pouco. Foi nossa intenção dar a iniciativa ao adversário, mas obrigá-los a jogar pelo exterior, onde eles são menos fortes, para depois partir rapidamente para o ataque. Quero destacar o grande trabalho, a grande coesão dos meus jogadores, porque com as oportunidades que criámos noutro momento provavelmente teríamos vencido. Aquilo que digo aos adeptos é que confiem em nós, porque vamos fazer um grande campeonato.

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